Câncer de mama: é importante falar sobre isso

 Câncer de mama: é importante falar sobre isso

Depois de quase 30 anos de Outubro Rosa, ainda existem muitos tabus e desinformação sobre o câncer de mama. Mesmo sendo um tema delicado, é preciso falar sobre o assunto.

Apesar de o movimento Outubro Rosa ter sido criado no início dos anos de 1990, quando em todo ano no mês de outubro se chama a atenção para o câncer de mama, ainda hoje, após quase 30 anos, há muita desinformação, falsas crenças, medos e tabus.

Diante dessa realidade, é sim muito importante a informação e a conscientização sobre o assunto, pois quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de cura.

Câncer de mama no mundo e no Brasil

O câncer de mama, depois do de pele não melanoma, é o tipo mais comum de câncer entre as mulheres no mundo, correspondendo a cerca de 25% dos novos casos a cada ano.

No Brasil também é o tipo mais comum de câncer entre as mulheres, representando um percentual de 29% dos novos casos todo ano. Conforme informações do INCA (Instituto Nacional de Câncer), são esperados no Brasil 59.700 novos casos só em 2019.



Fatores de risco

Como todo câncer, vários fatores podem estar associados a doença, então o câncer de mama também não tem uma causa única. O que é senso comum se falando em câncer, é que as chances de desenvolver a doença aumentam conforme a idade, sendo maiores a partir dos 50 anos.

Outros fatores de risco podem aumentar as chances de desenvolver a doença:

Fatores ambientais e comportamentais

  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
  • Sedentarismo e inatividade física;
  • Consumo de bebida alcoólica;
  • Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X).

Fatores da história reprodutiva e hormonal

  • Primeira menstruação antes de 12 anos;
  • Não ter tido filhos;
  • Primeira gravidez após os 30 anos;
  • Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;
  • Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona);
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.

Fatores genéticos e hereditários*

  • História familiar de câncer de ovário;
  • Casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos;
  • História familiar de câncer de mama em homens;
  • Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

*A mulher que possui um ou mais desses fatores genéticos/hereditários é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama.

Atenção: a presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher necessariamente terá a doença.

Formas de diminuir as chances de desenvolver a doença

Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como:

  • Praticar atividade física;
  • Alimentar-se de forma saudável;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Amamentar (sim, amamentar é considerado um fator protetor);
  • Evitar uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal.

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Sinais e sintomas

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas:



  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

Atenção: esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados por um médico para que seja avaliado o risco de se tratar de câncer.

Fita rosa da campanha contra o câncer de mama Outubro Rosa. Imagem: Pixabay

O autoexame não é mais recomendado como técnica para rastreamento do câncer de mama

No final dos anos de 1990, estudos verificaram que as campanhas pelo autoexame não resultaram em diminuição no aparecimento de casos da doença, pelo contrário, foram verificados indícios de possíveis danos associados a prática, então atualmente não se recomenda mais a prática frequente do autoexame.

Como consta nas recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer de mama, apesar da não recomendação da prática do autoexame, o trabalho atual é de conscientização e informação, para que a postura das mulheres seja de conhecimento do seu corpo e de identificação de alterações suspeitas, para busca de um serviço de saúde o mais cedo possível, já que o diagnóstico precoce segue sendo fundamental para a efetiva cura.

Foco atual

No trabalho que é realizado atualmente, a mulher é estimulada a conhecer o seu corpo e o que é normal em suas mamas, podendo então perceber alterações suspeitas de câncer, por meio da observação e palpação ocasionais, em situações do cotidiano, sem periodicidade e técnica padronizadas como no método do autoexame.

Homens também podem ter câncer de mama

Pois é, apesar de ocorrer principalmente nas mulheres, o câncer de mama também pode ocorrer em homens.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), são esperados em 2019 cerca de 597 novos casos de câncer de mama em homens, o que corresponde a 1% do número de casos de câncer de mama nas mulheres.

A mortalidade entre os homens é maior

Os homens também têm tecido mamário e podem desenvolver o câncer de mama. Conforme mencionado acima, embora o câncer de mama masculino seja raro, devido à falta de conscientização sobre o assunto, a mortalidade entre os homens é maior do que entre as mulheres.

Ainda segundo o INCA, apesar de clinicamente a doença se apresentar de forma similar nos homens e nas mulheres, por desconhecerem a possibilidade de desenvolverem câncer de mama e pela demora na busca por auxílio médico, os homens normalmente descobrem a doença em fases mais avançadas, por isso o índice de mortalidade maior.

Legislação específica

Você sabia que existem várias leis específicas voltadas para a detecção precoce e tratamento do câncer?

Confira as principais:

Direito a ausência ao serviço: LEI Nº 13.767, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2018

Altera o art. 473 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, a fim de permitir a ausência ao serviço para realização de exame preventivo de câncer.

Direito a cirurgia plástica reparadora: LEI Nº 12.802, DE 24 DE ABRIL DE 2013

Altera a Lei nº 9.797, de 6 de maio de 1999, que “dispõe sobre a obrigatoriedade da cirurgia plástica reparadora da mama pela rede de unidades integrantes do Sistema Único de Saúde – SUS nos casos de mutilação decorrentes de tratamento de câncer”, para dispor sobre o momento da reconstrução mamária.

Direito ao início do tratamento: LEI Nº 12.732, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2012

Dispõe sobre o primeiro tratamento de paciente com neoplasia maligna comprovada e estabelece prazo para seu início.

Direito a prevenção, detecção, tratamento: Nº 11.664, DE 29 DE ABRIL DE 2008

Dispõe sobre a efetivação de ações de saúde que assegurem a prevenção, a detecção, o tratamento e o seguimento dos cânceres do colo uterino e de mama, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS.

Saiba mais

O EuPOSSOmudar entende a importância do assunto e quer contribuir com informação e conscientização quanto ao problema que é gravíssimo. Só quem está passando e quem já passou para entender o drama que um câncer é na vida de uma pessoa e de sua família.

Pensando nisso, reunimos abaixo vários links atuais para materiais informativos e websites onde é possível aprofundar o assunto e buscar ajudar.

Links externos:


Esperamos que você tenha gostado das informações apresentadas nesta publicação. Aprofunde o assunto por meio dos links disponibilizados acima.

Como sempre frisamos em nossas publicações, não brinque com a sua saúde! A qualquer suspeita ou sinal de problema, procure ajuda. Marque uma consulta com o seu médico, seja transparente com ele, exponha suas dúvidas e medos. Um diagnóstico precoce significa aumentar muito as possibilidades de tratamento e de cura para qualquer doença.


IMAGENS:
Destaque: por padrinan de Pixabay
Imagem 2 (fita rosa com fundo branco): por marijana1 de Pixabay



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